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Estilo da Viagem

Uma viagem de longo prazo, sem data limite, em busca do Estilo de Vida Ideal!
Essa é a história de uma jornada pelo globo terrestre pautada nos modelos do Turismo Colaborativo.
Bem vindos à nossa aventura, uma pessoa de cada vez, De Vida Em Vida.

Quem já viajou através de Turismo Colaborativo sabe que essa pode ser uma das melhores maneiras de se conhecer um novo lugar e sobretudo uma nova cultura. Essa é uma grande tendência global e esta transformando o modo de viajar por todo o planeta!

Quer saber mais sobre o que é esse tal de Turismo Colaborativo? Veja nosso post completo aqui.

Matheus está atrás de Nayara, e a abraça enquanto ela segura um ukulele. Ao fundo uma lagoa azul e esverdeada com um vulcão com topo nevado e céu azul.

Laguna Verde – Bolívia

Quais os pilares da viagem De Vida Em Vida?

Inspirados pelos alicerces do Turismo Colaborativo, como confiança, reputação e enriquecimento pessoal através de trocas culturais, decidimos que nossa viagem é pautada nos seguintes aspectos:

Viajamos devagar – Slow Travel

Queremos viver sem pressa ou apuros. As coisas tem seu tempo para acontecer e assim acreditamos que deve ser nossa viagem nesse planeta também, buscando aproveitar o máximo de cada momento e lugar. Viajar devagar significa ser possível conhecer os lugares e suas culturas de um aspecto mais profundo, vivendo sua rotina e seus costumes.

Isso significa que não temos uma “data para voltar” – mesmo porque voltar não é algo que necessariamente faz sentido; quem sabe onde estaremos amanhã. Da mesma forma não temos um limite para ficar em cada lugar – ficamos o quanto nosso coração entende que é suficiente.

Viajamos sustentavelmente – Low Cost

Uma viagem barata em todos os seus sentidos – financeiramente e ecologicamente. Queremos que a nossa pegada pelo mundo seja sustentável, e se a idéia é viajar devagar precisamos que os custos desse modelo de viagem casem com nosso orçamento.

Viajar de forma econômica significa economizar no que julgamos ser dispensável para que seja possível investir nas experiências que queremos ter de fato. Cozinhar nossa própria comida e acampar, nos hospedar e nos locomovermos de forma barata ou gratuita, fazer compras em produtores locais e com menos produção de lixo possível.

Tudo isso ajudará na viabilidade de outras experiências incríveis, como passeios, trekkings, Tours com agências e chegar a destinos normalmente inacessíveis.

Nos hospedamos localmente – Couchsurfing

A plataforma colaborativa de hospedagem do Couchsurfing é a nossa principal base para encontrar onde dormir ao redor do mundo. Ela funciona como uma rede social que junta pessoas que buscam estadia com pessoas que estão dispostas a ceder um quarto, cama, sofá ou um espaço qualquer; em contrapartida de uma troca cultural.

Isso significa que ao mesmo tempo que você arranja um lugar para pernoitar de graça, você se abre para conhecer melhor a cultura, costumes e hábitos dos moradores locais daquela região. Em troca você pode compartilhar suas experiências, aprendizados e histórias.

Chris segura um violão, Matias está sentado atrás dele, Nayara ao lado segurando um chocalho e um tambor, e Matheus segura dois bastonetes. Estão em uma sala com paredes de madeira onde há uma estufa com lenha e fogo dentro e roupas penduradas acima.

Villarrica – Chile

Através do Couchsurfing tivemos algumas das melhores experiências de nossas vidas e pudemos conhecer pessoas incríveis que se tornaram grandes amigos para a vida.

Obviamente não são todos os lugares em que conseguimos encontrar uma opção pelo Couchsurfing. Para esses, buscamos sempre por opções locais baratas e que conectem as outras pessoas que também estão se hospedando de alguma forma, como acontece normalmente nos Campings e Hostels, com cozinhas e espaços comunitários. O Booking.com é ótimo para encontrar as melhores opções e pelos melhores preços.

Em lugares que decidimos morar por mais de um mês optamos pelo aluguel de uma casa/apartamento e mergulhamos na rotina local da cidade. Nessas situações plataformas colaborativas como o AirBnb são excelentes para encontrar opções que antes seriam inacessíveis.

Nos movemos baseados em cooperação – Caronas

Uma teia de aranha com gotículas de agua e ao fundo desfocado, Matheus com um mochilão vermelho nas costas com o braço levantado pedindo carona.

Caronas. Isso mesmo, do jeito tradicional – esticar o polegar na beira de uma estrada e esperar por uma boa alma que pare com seu veículo para nos levar.

Esse estilo foi de longe o mais desafiador para nós no princípio, por todo o pré-conceito que existe em torno dele, mas tem se mostrado uma das coisas mais gratificantes na nossa viagem. Pegando caronas conhecemos pessoas incríveis, histórias das mais diferentes e muita vivência. Há muita gente boa nesse mundo querendo compartilhar e fazer o bem.

Nem sempre conseguimos pegar caronas – em algumas situações como dentro de cidades grandes ou percursos pouco movimentados esse método é mais difícil, e aí optamos por meios alternativos como ônibus e trens ou até mesmo o Blablacar. Mesmo assim, em um ano viajando, 64% de todos os percursos foram feitos com caronas.

Segurança é sempre um ponto a se levar em consideração, por isso recorremos às nossas sensações também: se não nos sentimos confortáveis ou percebemos que o local não é favorável à caronas, não pegamos. Com o tempo vamos aprendendo técnicas para evitar riscos: não pegamos carona de noite; pedimos carona em lugares movimentados, como saídas de postos de gasolina; sempre estamos juntos e perto de nossos pertences. Antes de tudo, escutamos nossos corações.

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Desenvolvemos novas habilidades – Novos Trabalhos

Ao longo da viagem queremos poder aprender e desenvolver novas habilidades, e para isso trabalhos distintos estão dentro dos objetivos dessa jornada. Plataformas como a AIESEC, Worldpackers e Workaway servem para nos conectar a trabalhos de todos os estilos pelo mundo – desde construção sustentável e recepção em Hostels até plantações orgânicas e cuidados com animais.

Além das plataformas, o boca-a-boca ainda funciona muito bem quando se esta presente em uma cidade e interessado em trabalhar com voluntariado – a troca de um trabalho por hospedagem. É possível construir, pintar, plantar, ajudar com milhares de tarefas onde se aprende habilidades novas e ainda economiza ao ganhar hospedagem gratuita – e as vezes até alimentação.

No nosso primeiro ano nós trabalhamos assim em um Hostel em San Pedro de Atacama, no Chile, onde aprendemos mais sobre Compostagem, Jardinagem, Pintura, Recepção e Organização de um Hostel. Em Cusco, no Peru, trabalhamos como Bartender e Organizador de Eventos e Festas em um Hostel badalado no centro da cidade. Ainda no Brasil experienciamos como é ser um Garçom/Garçonete e aprimoramos essas habilidades em Montañita, no Equador.

A própria construção e desenvolvimento desse Blog, assim como nosso canal no Instagram e Youtube, tem sido um aprendizado de novas habilidades, como Criação de Conteúdo, Edição de Imagem e Vídeo, Desenvolvimento de Narrativa, etc.

Nos conectamos com nossa essência – com a Natureza e nossa Espiritualidade

Nascemos e fomos criados na Selva de Pedra: São Paulo. Uma das maiores megalópoles do mundo nos moldou em termos de urbanização e capitalismo, mas queremos ir além disso.  O processo de autoconhecimento e desconstrução em que estamos vivendo passa pelo maior contato com nossas origens – a natureza – e com a melhor definição de nossa própria espiritualidade.

Isso significa que estamos constantemente buscando viver mais em contato com a natureza e aproveitar da tranquilidade que ela traz: queremos aproveitar as praias, montanhas, desertos e campos que ela nos oferece e com isso nos desconectar do mundo para entrar em equilíbrio com nosso eu interior.

Através de maior conexão, acreditamos que naturalmente descobrimos melhor as nossas crenças, valores e espiritualidade, nos tornando mais maduros de corpo e alma.